Durante um semestre inteiro, documentei minha experiência usando IA generativa como ferramenta pedagógica — não como substituta do ensino, mas como amplificadora do processo.
O resultado mais surpreendente não foi o que a IA fez. Foi o que ela me forçou a repensar.
O experimento
Usei ferramentas de IA em três contextos diferentes: - Planejamento de aulas - Geração de materiais de apoio - Atividades com alunos usando IA como interlocutor
O que aprendi
1. Planejar com IA me forçou a ser mais intencional. Quando o ChatGPT gera um plano de aula genérico, você percebe exatamente o que torna o seu plano específico. A IA funciona como um espelho: mostra o mediano para que você veja o que é único na sua abordagem.
2. Os alunos precisam de letramento, não de acesso. Dar acesso a ferramentas de IA sem letramento é como dar uma biblioteca a alguém que não sabe ler. O acesso sem compreensão gera dependência, não autonomia.
3. As melhores aulas foram as que não usaram IA. Paradoxalmente, entender IA me ajudou a identificar com mais clareza quando ela atrapalha. Nem tudo precisa ser otimizado. Nem tudo precisa ser eficiente.
A conclusão
O professor que entende IA não é o que usa mais. É o que sabe quando usar, como usar e — crucialmente — quando não usar.